Comentário - II Trimestre 2010 - Lição 2 PDF Imprimir
Escrito por Moises Sanches Jr   
Sex, 09 de Abril de 2010 19:53

Reconhecer: a grande distância que Deus Se dispôs a percorrer a fim de garantir nosso direito ao livre-arbítrio.
Sentir: O elevado valor que Deus colocou no livre-arbítrio de cada um.
Fazer: Escolhas conscientemente vivendo com Cristo cada dia.

 

O Poder da Escolha

Na lição da semana passada fomos conduzidos a observar as coisas que provém de nosso Grande Deus e Criador, além de compreendermos que tudo que vem dele é genuinamente bom e proveitoso. Terminei o comentário com uma proposta: Vai um Remedinho aí?

A lição desta semana nos conduz a outro panorama do processo da doença e da cura - A Escolha. Melhor ainda, a lição nos sinaliza que a escolha tem ou gera poder

Que poder é esse? Por que fomos feitos assim? De onde vem esse poder e o que ele é capaz de provocar?

A primeira e grande coisa do processo da escolha é de que a pergunta com a qual eu finalizei o comentário anterior sugere que você tenha que dizer: Aceito ou Não aceito.

Me conforta tremendamente saber que todos os meus problemas podem ser depositados aos pés de um Deus que não tem limites, que é poderoso o suficiente para fazer e prover tudo que eu preciso.  Mas paradoxalmente, a lição desta semana expõe um limite para Deus.  Ok, antes que você diga que eu estou falando heresia, vou definir a questão do ponto de vista filosófico/teológico: O limite de Deus é Ele mesmo.

Para entender qual é esse imenso poder proposto no título da lição, permita-me conduzi-lo do volta ao Eden. Lá ao momento "mágico" onde um boneco de barro era construído e em seguida "vivificado".  Tente observar o que está se passando ali.

As vezes não nos damos conta do que aconteceu em Gên. 1:26-28. E percebemos menos ainda o que se passa em Gên. 2.

Há um momento único e especial ali. Jesus se dirige aos demais interlocutores da criação - o Pai e o Espírito, e o paradigma até então adotado para tudo que fora criado, muda vertiginosamente. A expressão ali é "Façamos". Mas não é de qualquer modo, de qualquer jeito, de improviso; não, o texto diz façamos à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...   E se isso não fora suficiente, ainda o texto continua dizendo que este ser, criado à imagem de Deus, recebeu domínio sobre todo o restante da criação, exceto sobre um elemento, "sua costela".

Há uma porção de derivações que poderíamos construir a partir deste texto, mas algumas me chamam a atenção por conta do tema da semana:

1. Deus escolheu criar um ser que tivesse vontade; (capacidade)

2. Deus escolheu criar um ser que pudesse exercer suas vontades mesmo que essas fossem distintas das dEle; (liberdade)

3. Deus escolheu criar um ser que tivesse pares com quem compartilhar vontades; (relacionamento)

4. Deus escolheu esperar um pouco entre os dois e apresentar a Mulher para o Homem e este à Mulher e um escolheu o outro; (interdependência)

5. Deus escolheu que este realcionamento estaria baseado em idoneidade. (Individualidade)

Estes 5 elementos demarcam as fronteiras e as implicações daquilo que chamamos Livre Arbítrio.

Fomos criados capazes de escolher, livres pra escolher, escolhemos entre outros seres livres, nossas escolhas impactam estes com quem nos relacionamos e essa liberdade nos torna únicos e distintos, apesar de semelhantes aos demais.

Em suma, o que Deus parece ter desejado no Eden, foi um ser que pudesse conviver com ele em igualdade de condições. Não estou falando de poderes divinos, mas de vontade.  Deus criou seres que pudessem escolher Deus. E não de qualquer jeito, mas escolher conscientemente, livremente, individualmente.

Mas eu comecei falando sobre o limite de Deus... bem... tecnicamente um ser infinito não tem limites, mas.. . Deus se impôs um limite - nossa vontade. Ele livremente escolheu assim. Que amor fantástico esse.

O problema é que ao fazê-lo, inicia um risco presumido que é o de que possamos escolher diferente dEle. Aqui começa a lógica do pecado.  Se a liberdade vem de Deus, ao escolhermos diferente dEle aparecerá no processo algo que não é a liberdade. Essa é uma parte do mistério desse elemento circunstancial chamado pecado.  Quando nos separamos voluntariamente de nosso criador, nos tornamos escravos do "subproduto" da liberdade. Em lugar de desfrutarmos da perfeição, passamos ao paradigma da contingência do pecado.

Esse que era o principal atributo do Homem - Sua Capacidade de Escolher Conscientemente (Sua vontade) - tinha em seu uso o risco da liberdade plena.

Que tremendo poder, e que imensa responsabilidade - escolher direito.

Ao perder a liberdade por uma escolha equivocada e arbitrária, separado para sempre da Vontade perfeita de Deus, o ser humano estaria impossibilitado de retornar a primária condição. Tal ato deveria ser externo, e exercido por alguém livre, mas, não só isso, alguém que fosse capaz de conceder liberdade. Só o Criador tinha tal potencial. O preço - a morte.

O resultado imediato da escolha equivocada é a percepção de que algo está errado. Ao se deparar com a verdade, o que Adão faz é se esconder. Esse é o efeito da culpa.  Ao se deparar com quem tem a verdade, um segundo resultado se torna evidente - o Medo.

É difícil dizer qual dos dois é pior. Se a culpa corrói por dentro ou o medo que nos paralisa. Mais do que todos os aspectos que possam gerar doenças, estes dois, só estes dois, talvez tenham matado mais gente ao longo da história humana do que todas as doenças, pestes, catástrofes e guerra. Uma morte silenciosa, lenta, quase sempre mascarada por alguma doença ou atitude tópicas, mas, que lá no fundo, tem em sua causa a culpa ou o medo.

Contra essas duas coisas Cristo vem lutar.  Sua morte resolve a culpa. Seu amor, lança fora, bem longe de nós o medo. O resultado - a Paz. Ou se quiser chamar diferente - A CURA.

Tudo isso porém, está a uma distância infinita de Deus, e a uma proximidade absurda de nós mesmos - nossa Escolha. A mesma capacidade que nos salva, tem o poder de nos manter perdidos.

Sobre esse elemento basal da liberdade - a Escolha - nem Deus e nem Satanás tem poder. Ela é só sua. Totalmente sua. Esse poder pode mover todo céu em sua defesa, ou afastar por completo toda a divindade.  Esse poder pode por Satanás pra correr de você, ou trazê-lo pra sentar-se ao seu lado.

Se escolhemos Deus, recebemos de presente todo o poder disponível na Pessoa do Espírito Santo para nos guiar em todo o caminho, em toda a verdade.  Se escolhemos mal, recebemos de presente o direcionamento e intencionalidade de satanás para nos fazer sentir bem, mesmo que momentaneamente apenas, em estarmos "livres" pra fazer o que queremos.  Apenas lembremo-nos de que ele fará o possível pra eu não enxergue meu destino, pois se puder vê-lo,  muito provavelmente não aceitarei seu direcionamento.

Ao contrário disso, como Deus quer escolhas conscientes, Ele nos escancara todas as questões, as presentes e as futuras para que eu possa decidir em paz. Deus não nos ilude (No mundo tereis aflições), mas nos preenche de esperança (eu venci o mundo). Deus não nos engana (o salário do pecado é a morte) mas nos presenteia com o resultado da fé (o dom gratuito de Deus é a vida eterna).

A única coisa que ele nos pede: Escolha Jesus.

Ah, já ía me esquecendo, apesar de sermos criados livres, fomos criados seres relacionais, e portanto, quando escolhemos certo, isso contagia todos os que nos cercam, espalhando uma atmosfera de amor e paz a todos os que nos conhecem. Ao contrário disso, se escolhemos mal, não sofremos sozinhos. Todos os que nos amam sofrem junto as consequências do processo. Por isso, nossas escolhas devem ser pensadas e não casuais.  E o Deus que tudo vê, tudo conhece, e tudo suportou, será o juiz daquilo que nossas escolhas produziram, em nós e em todos.

 Meu convite a você, bem, se não por você, pelo menos por quem te ama tanto, pare  e pense um pouco em tudo isso.

Abçs..

 

 

 

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Comentários  

 
0 #1 09/04/2010 23:31
O poder da escolha para mim e uma das maiores provas do amor e nao tirania de Deus.
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