| Comentário - II Trimestre 2010 - Lição 3 |
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| Escrito por Moises Sanches Jr |
| Sex, 16 de Abril de 2010 16:50 |
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Aptidão física e espiritual A lição desta semana é talvez, a mais simples do trimestre. Não há nenhum fato polêmico, nenhuma grande questão teológica, nenhum princípio que não esteja amplamente difundido na mídia, na medicina, na sociedade, ou em qualquer lugar onde se discuta os fatores preventivos ou resolutivos no que se refere às doenças e à cura. Mexa-se é a expressão do momento no mundo inteiro. Bem, se por um lado a simplicidade é o grande trunfo desta lição, praxis é seu "calcanhar de Aquiles". Falar é fácil, fazer, bem, isto é que é difícil. Na lição dos adultos existem 3 objetivos para o estudo, e vou me concentrar brevemente neles para o comentário de hoje. Reconhecer: A importância de usar e aperfeiçoar mental, física e espiritualmente aquilo que Deus nos deu. O primeiro resultado do estudo desta semana suscita o problema real da humanidade - Reconhecer. Se retornarmos ao Eden, imediatamente após o pecado, perceberemos que a primeira coisa que Deus procura fazer com o jovem casal é levá-los ao reconhecimento não de que algo estava errado, mas do que estava errado e por quê. Sob o ponto de vista daquilo que envolve o físico do ser humano, o pecado produziu uma série de efeitos colaterais ao espiritual. O ser humano se condenou a um processo contínuo de degeneração que culmina em morte. O problema é que antes que a morte chegue, ele desfruta do gosto amargo das perdas e de uma vida que se esvai um pouquinho de cada vez. Em sua infinita sabedoria e grandioso amor, Deus proveu uma, entre várias, formas de amenizar esses efeitos. Nas entrelinhas das maldições do pecado Deus colocou benção. É isso mesmo. A frase é a seguinte - com o suor do teu rosto comerás o teu pão. Trabalhar, suar e comer. Uma dinâmica "infernal", mas que ao mesmo tempo manteria a máquina em movimento, aumentando a performance e mantendo a função. Como não nos cabe escapar do resultado, compete-nos amenizar o sofrimento. Essa fórmula divina - "Trabalho - suor - comer" - resulta em podermos escapar momentaneamente dos efeitos degenerativos do mal. A questão porém, é que Satanás não deixaria ileso este formato. Para que o Trabalho seja uma benção é necessário escolhê-lo bem, fazê-lo na medida certa, mantê-lo na proporção e distância adequados. Como o inimigo aprecia exagerar tudo, o que era bom se tornou maldição. "Alcólatras do Trabalho" muitas vezes sedentário, por longas e infindáveis horas, em lugar de produzir suor, criam o efeito do século - Stress. O suor, que tem como responsabilidade a limpeza, equilibrio térmico, e tantas outras beneces, e que resulta da atividade muscular de relativa intensidade, ficou no esquecimento. Como o trabalho consome todo o tempo, não sobra tempo pra suar, e o resultado é que definhamos. O oposto disso é que buscar suar sem o trabalho, e a questão se torna uma corrida insana nas academias, Spas, etc... e aí, a máquina até funciona bem, mas não sobra tempo para o resto. Não estou falando daquela uma horinha de academia diária, mas daquela loucura de 6 horas ou mais na busca do corpo perfeito para atender a futilidade de um momento de prazer de ser por onde passa o centro das atenções. O comer que deveria repor o que foi gasto no binômio - Trabalho-Suor, vira dor de cabeça. Comemos rápido e comemos mal. E como não suamos, ganhamos o subproduto da comida pra carregar como bagagem: Quilos e mais quilos de tortura na balança. Triste fim de Policarpo Quaresma. Os reflexos não param aí. A indisposição, o esgotamento, o cansaço, e tantos outros, acabam por afetar a nossa mente e emoções. Junte-se a isso, os apelos mercadológicos de toda ordem na direção de uma perfeição fisica inatingível aos mortais, achamos saídas alternativas para solucionar senão a causa, pelo menos os efeitos. Está aí a indústria milagreira da estética. Posso continuar a lista indefinidamente, mas, você é esperto e já entendeu o recado. Por isso, vou me limitar a uma simples pergunta: Você reconhece o problema? Ou talvez diferente, você reconhece a solução?
Sentir: Sua responsabilidade para com Deus sendo mordomo do corpo que Ele nos deu. Se você consegue reconhecer, temos um segundo problema: Quais são seus sentimentos a respeito? Há dois grupos de sentimentos possíveis nesse momento: 1. Sentimentos do tipo: O problema é grande demais e que, portanto, não há o que fazer. Tais sentimentos nos conduzem ou para a busca de soluções imediatistas ou milagrosas, ou para a desistência completa. 2. Sentimentos do tipo: O problema é grande, mas Deus é maior. Tais sentimentos me conduzem a busca de orientação de Deus e a um processo reformatório de valores, hábitos, práticas, conduta e percepção.
A praxis resultante da orientação por um dos dois grupos sentimentais transformam o ser humano à semelhança ou a diferença de Seu Criador. E aqui a coisa também é muito simples - ou choramingamos pelos cantos as mazelas da vida ou nos apoiamos em Deus, arregaçamos as mangas e começamos a trabalhar a mudança. É uma questão de escolha, só isso. À luz de uma música do NovoTom, meu conselho é - Escolha! Escolha, a Vida!
Fazer: Estender e fortalecer diariamente os músculos físicos, bem como os músculos da fé. Se esta for sua escolha, bem, a prática será fortalecer e estender toda sua musculatura. Para desespero dos anatomistas de plantão, gosto da idéia de chamar o cérebro de "músculo". De todos os mecanismos que constituem essa máquina chamada SER HUMANO, este é o primeiro que precisa de exercício, pois é com ele que decidimos tudo. É ele quem comando o resto. Logo, é justamente ele que deveria receber nossa primordial atenção. Quanto e com o que temos exercitado esse musculo vital? A lição fez uma porção de analogias entre as questões do físico e as questões espirituais e da mente. Bem, sem ser redundante, o fato é que somos um todo indivizivel. O que afeta uma parte, produz reações nas demais. A importância de cuidar da máquina então, se dá na medida em que é nela que se depositam a mente e o Espírito Santo. Isso quer dizer o seguinte, aliás, só o seguinte: Se a máquina não funcionar direito, as decisões estarão comprometidas, e a convivência e compreenção dos aspectos da divindade irão na carona deste comprometimento. A esta altura, só resta um conselho: MEXA-SE. MEXA seu físico ou ele atrofia MEXA sua mente ou ela enrijece MEXA seu espírito ou ele se tornará egoísta.
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