| Comentário - II Trimestre 2010 - Lição 9 |
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| Escrito por Moises Sanches Jr |
| Sex, 28 de Maio de 2010 16:43 |
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Temperança Reconhecer: E rejeitar todas as substâncias e práticas prejudiciais à saúde. O ser humano é uma máquina integrada, totalitária, que funciona muito mais do que uma soma pura e simples das partes que o compõe. Logo, toda a ação produzida em qualquer parte deste intrincado sistema, afeta encadeadamente o funcionamento geral. A questão da temperança tem que ver com isso. Ao contrário do que muitas vezes somos levados a crer, temperança não é equilíbrio. Muitos na era pós-moderna tem associado os dois termos, não sem certo prejuízo de significados de um ou de outro. O que estou propondo é o seguinte: Todo temperante é equilibrado, mas nem todo equilibrado é temperante. A diferença é tênue, porém crucial. O temperante, busca o equilíbrio naquilo que é essencialmente bom, saudável, producente, funcional e coerente com sua estrutura e propósito. Já o equilibrado, por sua vez, busca entre todas as coisas disponíveis encontrar um ponto initermediário, sem exageros, excessos, extremismos. Ora, mas não é a mesma coisa? Deixe-me exemplificar pela discussão da lição desta semana. Se você reconhece que algo é essencialmente prejudicial a saúde o equilibrado vai tentar descobrir até quanto daquele elemento ele pode consumir sem que isso provoque grandes estragos, pelo menos, a curto e médio prazos. O temperante, simplismente rejeita o item, buscando uma alternativa de consumo que essencialmente não tenha qualquer risco. Mas o temperante é equilibrado no consumo daquilo que faz bem, mas que se consumido além da conta, faz mal. (Ex.: Sal, doces, etc...) A vida oferece uma série de opções de consumo e prática que em si mesmas não tem nada de mal, mas que, se em excesso ou desordem causarão grandes males. O temperante busca o equilíbrio na escolha do que fazer quanto ao consumo e prática dessas coisas. A mesma vida porém oferece-nos todos os dias coisas que em si mesmas não tem benefício algum, mas, ao contrário têm em sua essência grandes prejuízos embutidos. O temperante as rejeita por completo. Já o equilibrado, equaciona tais coisas e tenta encontrar uma saída de meio termo para fazer pelo menos um pequeno uso de tais produtos ou práticas. A definição que o dicionário nos fornece para Temperança é de que ela é uma virtude, e esta virtude consiste em moderar os desejos, as paixões. Ou seja, temperança é uma atitude mental, contra uma questão passional/fisiológica. O que precisa ficar claro, é que, na condição de pecadores, nossas emoções e fisiologia estão afetadas pelo pecado e seus efeitos, portanto, deturpadas. Por conta disso é que a temperança é uma atitude de frenagem. Precisamos brecar o pecado e seus efeitos negativos sobre nossa existência. Entre os sinônimos da temperança, o dicionário aponta a frugalidade e a parcimónia. Por frugalidade encontramos dois grandes aspectos da temperança: a Sobriedade e a simplicidade de costumes e de vida. O temperante está sóbrio e por isso, consegue decidir com clareza e discernir com propriedade entre a verdade e o erro. Já quanto a parcimónia, ressalte-se o ato de poupar; economia. O temperante abre uma caderneta de poupança, ou um fundo de previdência para os anos finais de sua existência, podendo viver com qualidade os anos em que a idade lhe pesar sobre os ombros. Novamente me vejo forçado a comentar o óbvio. Penso que o ponto central de tudo isso reside na discussão da lição de quinta-feira: Comprados por Preço. Uma vez que tenhamos plena convicção do preço que foi pago por noss resgate, em lugar de perguntar pra meu corpo ou para minha mente qual é o parâmetro, o paradigma, a verdade sobre os fatos, deveríamos submeter à Deus tais questionamentos e aguardar dEle - o autor de nossa máquina - as instruçòes de conduta, consumo e prática. Essa é a raiz de todos os problemas. Custa-nos aceitar a idéia de um Deus prescritivo, que tenha orientações seguras a nosso respeito. Queremos estar no controle. Ser temperante, é, em primeiro lugar, reconhecer que não temos controle adequado de nós mesmos, e precisamos de ajuda de um agente externo - DEUS. A partir deste reconhecimento, o próximo passo da temperança é respeito ao diagnóstico, aceitar a administração do tratamento e aguardar o cumprimento do prognóstico. Dito de outra forma por quem tem autoridade na matéria: “Verdadeira temperança nos ensina a dispensar inteiramente todas as coisas nocivas e usar judiciosamente aquilo que é saudável” (EGW, Patriarcas e Profetas, p. 562). Como eu disse anteriormente, essa é outra das lições do óbvio. Não pense que digo isso como menosprezo ao tema. Ao contrário disso. A questão é que, se o óbvio precisa ser dito, é por que calamitosamente, temos errado no óbvio. Isso só complica a questão, pois, se eu erro em algo complexo, isso me faz enganado, acidentalmente incorreto. Mas se erro no óbvio, isso revela a verdadeira condição em que o pecado me coloca - a de ignorante ou presunçoso (pra usar termos que sejam mais politicamente corretos do que burro ou displicente). O incrível é que o egoísmo não prejudica só quem é intemperante, mas, afeta a todos os que cercam o sujeito, e, não raras vezes, até quem não tem nada com a história. São assim os acidentes com os ébrios, drogados, comilões que decidem dirigir após um imenso almoço ou após uma noite sem dormir, com os fumantes que partilham "autruísticamente" com quem não fuma as toxinas do seu cigarro, com os desequilibrados emocionais fruto de hábitos nocivos e que descarregam sobre os outros o produto de seu desequilíbrio, e tantas outras formas pelas quais a intemperança de alguém vai contaminando os demais. Enfim, ser temperante, não é só uma questão de sobrevivência individual, mas uma questão de educação e respeito ao semelhante. Penso que o verso central da lição seja uma boa reflexão para o término: "Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor” (Filipenses 4:5) Neste verso reside a amplitude do que Deus espera daquele que é temperante: Seja conhecida de todos. O fim do verso explica porque isso seria vitalmente importante: Perto está o Senhor. Em outras palavras, Jesus está chegando, você está preparado para passar em revista diante do Senhor do Universo? Que Deus te ajude e me ajude a vencermos nossas tendências e apetites para que possamos viver vida digna do preço que custamos, e possamos apresentar os nossos corpos como sacrifício vivo a Deus, que é nosso Culto Racional.
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Comentários
Correto.. O livro Temperança é uma compilação de textos sobre saúde e temperança retirados de diversos outros livros e artigos de E.G.White.
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