| Lição 2010-01-23 - 2010-01-30 - Paciência |
|
|
| Escrito por Administrator | ||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Sáb, 23 de Janeiro de 2010 20:00 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||
Prévia da semana: Frequentemente, o desenvolvimento da paciência é difícil. A contemplação da paciência de Deus para conosco pode ajudar. A compreensão de que o egoísmo é um importante empecilho ao crescimento nos leva a buscar a graça de Deus para o amadurecimento espiritual. Leitura adicional: Provérbios 14:29; 16:32; 19:11; 25:15
“Eu quero, e quero agora!” “Depressa, não tenho o dia todo!” Até crianças pequenas podem ser ouvidas repetindo essas expressões. Essas são palavras que ouvimos, pensamos ou falamos regularmente em nossa vida diária. A paciência não parece produzir ressonância em nossa geração, talvez porque tenhamos crescido consumindo cereais instantâneos, usando fornos de micro-ondas, MSN e celulares. Isso não significa que ter rápido acesso às coisas seja errado. É que, quando pedimos algo, queremos imediatamente, quer venha de nossos pais, professores, ou mesmo de Deus. Uma vez que Ele tem todas as respostas e recursos, devia ser capaz de responder-nos prontamente. Da mesma forma que Ele fechou a boca dos leões na caverna em que Daniel foi lançado, ou foi à fornalha de fogo com os três jovens hebreus, desejamos nossas respostas com a mesma rapidez. Mas, pense: Será que realmente precisamos de nossas respostas assim tão rapidamente, ou será que essas respostas rápidas foram apropriadas para aquelas circunstâncias? Será que nos esquecemos dos versos seguintes? “Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças” (Is 40:31). “Aqui está a paciência dos santos” (Ap 14:12, Almeida Revista e Corrigida). “O amor é paciente, é benigno” (1Co 13:4). “Portanto, espere, ainda que pareça demorar, pois a visão virá no momento exato” (Hc 2:3). Deus ensinou Moisés a cuidar de ovelhas porque Ele sabia que Moisés precisaria dessa experiência de 40 anos para lidar com os desafios que enfrentaria com os filhos de Israel durante suas vagueações pelo deserto. Ele passou diante de Moisés e proclamou que era “compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade” (Ex 34:6). O Senhor foi muitas vezes clemente e longânimo para com os filhos de Israel ao longo de sua jornada para Canaã. Também foi paciente com Davi em suas “vagueações” espirituais, de maneira que Deus veio a chamar esse rei de Israel de “homem segundo o Meu coração” (At 13:22). Cristo nos mostrou por Seu exemplo que podemos ser como o Pai. Que nós também “corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé” (Hb 12:1, Almeida Revista e Corrigida).
André B. Henry | Durham, EUA
Ganhando sua alma (Lc 21:19). Falando das dificuldades, provas e tribulações que Seus discípulos deviam esperar antes de Seu retorno à Terra, Jesus declarou: “E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis entregues; e matarão alguns de vós. E de todos sereis odiados por causa do Meu nome. Mas não perecerá um único cabelo da vossa cabeça. Na vossa paciência, possuí a vossa alma” (Lc 21:16-19, Almeida Revista e Corrigida). Para o cristão, a paciência não é apenas uma virtude exigida para que as relações humanas sejam suportáveis; é a diferença entre vida e morte. A segurança eterna é salvaguardada pela paciência. A paciência pode ser definida como a posse ou a demonstração de uma perseverança silenciosa, que não reclama diante de aflição ou contrariedade. É também igualada à tolerância, delicadeza e controle em face de provocações. É a capacidade de esperar os resultados tranquilamente.1 Isso nos dá uma visão abarcante do que significa ser paciente. É essa virtude que Cristo exalta como aquilo que preserva a experiência cristã. Suportar dificuldades e revezes e conservar confiança na fidelidade de Deus requer paciência. Exercer tolerância para com opressores, perseguidores e abusadores requer paciência, especialmente quando você é o objeto do abuso ou opressão. Permanecer calmo e satisfeito quando parece que você foi deixado para trás como resultado de exaltar a Palavra de Deus exige paciência a fim de continuar confiante e otimista com relação ao futuro (1Tm 6:6). Quando você foi seriamente injustiçado ou privado, por fraude, do que era seu por direito, é necessário ter paciência para deixar seus direitos nas mãos de Deus e confiar em que, no devido tempo, Ele lhe restaurará o que é seu. Uma vida piedosa – a vida cristã – requer paciência. O solo certo (Rm 5:3). A paciência só pode ser cultivada no solo certo. Esse solo precisa ser rico em certos elementos: inconveniência, angústia, contrariedade, injustiça, deslealdade, opressão, perseguição e tribulação. Esses elementos precisam ser absorvidos na presença de um agente que é essencial no crescimento da paciência. Esse elemento é a perseverança. Precisamos aprender a perseverar, a tolerar, a suportar, a esperar. Um pregador do século dezenove, A. B. Simpson, disse: “Amados, vocês já pensaram que um dia vocês não terão nada para prová-los, ou ninguém para irritá-los novamente? Não haverá oportunidade no Céu para aprender ou para mostrar o espírito de paciência, tolerância e longanimidade. Se você deve praticar essas coisas, tem que ser agora.”2 A chave para o cultivo da paciência (2Co 6:3-10; Cl 1:9-11). Thomas Kempis declarou: “Não merece o nome de paciente aquele que só está disposto a sofrer o que acha que deve, e por quem quer. O homem verdadeiramente paciente não pede nada daquele por quem sofre, quer seja seu superior, seu igual ou seu inferior. ... Mas, de quem quer que venha o mal que lhe é feito, quanto seja o mal, ou seja com que frequência este venha, ele o aceita como vindo das mãos de Deus, e o considera lucro!”3 À luz dessa declaração, considere o que o apóstolo Paulo tinha a dizer sobre o cultivo da paciência em suas cartas aos crentes de Corinto e Colossos, em 2 Coríntios 6:3-10 e Colossenses 1:9-11. Assimilação completada (Tg 1:2-4). Deus dá a todos os cristãos oportunidades de cultivar a paciência. Ele provê o solo certo (as circunstâncias) com os nutrientes adequados (as dificuldades). E, então, Ele pede que os ingiramos (recebamos/aceitemos) e os digiramos para que possamos crescer em paciência. O agente da digestão é a perseverança. Precisamos aprender a esperar até que Deus entenda que o objeto de Seu propósito (permitir circunstâncias difíceis em nossa vida) esteja cumprido. Jesus declarou que é na paciência que ganhamos nossa alma (vida). Deus nos fez muitas promessas, e todas elas nos são asseguradas em Cristo Jesus (2Co 1:20). Herdamos essas promessas por meio da fé paciente (Rm 8:24, 25; 15:4; Hb 6:11, 12; 10:36, 37; 12:1-8; Ap 14:12). Somente aqueles que, em esperança e paciência, esperam em Deus encontram segurança. Aquele que “perseverar até o fim será salvo” (Mt 24:13, NVI). “Mas aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças. Voam alto como águias, correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam” (Is 40:31, NVI). “Na vossa paciência, possuí a vossa alma” (Lc 21:19). 1. Funk & Wagnall’s Standard Dictionary (1977), verbete “patience.”
Marc Chambers | Mandeville, Jamaica
“A tentação nos sobrevém para provar nossa fé. E a prova da fé produz a paciência, não irritação e murmurações. ... Devemos aprender valiosas lições de nossas provas. ... Quando incutimos desânimo e tristeza, Satanás escuta com perversa alegria, pois apraz-lhe saber que vos prendeu em seu cativeiro. Satanás não pode ler nossos pensamentos, mas pode ver nossos atos, ouvir nossas palavras; e, em virtude de seu longo conhecimento da família humana, pode elaborar suas tentações de modo a se prevalecerem de nossos pontos fracos de caráter” (Ellen G. White, Para Conhecê-Lo [MM 1965], p. 279). “Alguns de nós somos... naturalmente quase como um relâmpago para pensar e agir; mas não permitamos a alguém pensar que não podemos aprender a paciência. Esta é uma planta que fará rápido crescimento se for cuidadosamente cultivada. Tornando-nos inteiramente familiarizados conosco mesmos, e então combinando com a graça de Deus uma firme determinação de nossa parte, podemos nos tornar vencedores, e perfeitos em todas as coisas, de nada necessitados. A paciência flui um bálsamo de paz e amor à vida do lar” (Ellen G. White, Minha Consagração Hoje [MM 1989], p. 97). Moisés “devia aprender a paciência, a moderar as suas paixões... devia ser ensinado a obedecer. Seu coração devia estar completamente em harmonia com Deus, antes de poder ele ensinar o conhecimento de Sua vontade a Israel. Pela sua própria experiência devia estar preparado. ... O homem teria dispensado aquele longo período de labuta e obscuridade. ... Mas a Sabedoria infinita chamou [Moisés] ... a passar quarenta anos no humilde trabalho de pastor. Os hábitos de exercer o cuidado, do esquecimento de si mesmo, e de terna solicitude pelo seu rebanho, ... prepará-lo-iam a tornar-se o compassivo e longânimo pastor de Israel. Proveito algum que o ensino ou a cultura humana pudessem outorgar, poderia ser um substituto para esta experiência” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 247, 248). A paciência de Jesus foi exemplificada quando todos os abusos infligidos a Ele não O forçaram a deixar escapar a mínima murmuração de Seus lábios (ver O Desejado de Todas as Nações, p. 735).
Patrícia Haakmat | Mandeville, Jamaica
Você pode imaginar ter um jugo literal ao redor do pescoço, prendendo você a alguém que é mais vagaroso ou mais alto ou mais baixo que você? Jesus disse: “Aprendam de Mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas” (Mt 11:29, NVI), sugerindo assim que Ele é o exemplo do que significa longanimidade. A Bíblia nos dá muitos exemplos de quão longânimo Deus pode ser. Adão e Eva desobedeceram à ordem de Deus para não comerem do fruto proibido. Se o fizessem, morreriam. Contudo, passaram-se 930 anos antes de Adão realmente morrer. Seis mil anos após a Queda, Cristo ainda está pleiteando conosco para que nos arrependamos e aceitemos Sua salvação. Noé advertiu o mundo antediluviano de um dilúvio iminente que cobriria a Terra. Mas eles zombaram do profeta. Afinal de contas, nunca havia chovido antes. Noé pregou por 120 anos, repetindo pacientemente a advertência e a maneira de escape que estava sendo preparada. Moisés aprendeu a paciência enquanto cuidava das ovelhas. Isso o preparou para ser “o compassivo e longânimo pastor de Israel” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 248). Somos encorajados por Davi no Salmo 37:7 a confiar em Deus e aguardar “por Ele com paciência” (NVI). Isso sugere que, apesar dos desafios que enfrentamos, a resposta desejada pode demorar a vir (você tem que aprender a ser paciente); mas, no fim, Deus lhe concederá os desejos de seu coração. Ellen White nos lembra que precisamos ser pacientes, pois Deus “tem um canto para nos ensinar” a fim de que possamos “cantá-lo para sempre” (A Ciência do Bom Viver, p. 472).
Beverly I. Henry | Mandeville, Jamaica
Em Gálatas 5:22, a paciência se encontra entre os frutos da paz e da amabilidade. Será que isso é coincidência? Ou há uma progressão natural de uma coisa à outra? A fim de ser pacientes, precisamos estar em paz com nós mesmos e ser amáveis com os outros? Como conseguir isso? Ore. Sempre torne seus pedidos conhecidos a Deus. Leia Salmo 62:8; Filipenses 4:6; Tiago 1:6, 7. Lembre-se das orações de Daniel, José, Ester, Rute, e João. Leia e estude a Bíblia. A Bíblia testifica de Cristo e nos ensina como alcançar a vida eterna (Jo 5:39). Mateus 11:28 e 29 nos lembra que encontramos descanso em Cristo. Enquanto aguardamos a vinda do Senhor para nos dar alívio de todos os desafios que temos neste mundo, lembre-se de passagens como Isaías 9:2-7; 53; Salmo 22; Mateus 24; e 2 Tessalonicenses 1:3-2:12. Deixe que esses textos o confortem enquanto você espera pacientemente pela segunda vinda de Jesus. Leia também sobre a paciência e sofrimentos daqueles que aprenderam a se tornar pacientes através das dificuldades. Medite na vida de Cristo. Pense sobre as ocasiões em que Ele mostrou grande paciência e longanimidade. Novamente, leia sobre a vida de outras pessoas que alcançaram grande paciência. “Pela luta a vida espiritual é fortificada. Provações bem suportadas desenvolverão a resistência do caráter e preciosas graças espirituais” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 61). Jesus disse: “Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus, creiam também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, Eu lhes teria dito. Vou preparar-lhes lugar. E se Eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para Mim, para que vocês estejam onde Eu estiver” (Jo 14:1-3, NVI). Sugiro que encontremos maneiras de ser pacientes enquanto estudamos a vida de Cristo, adotamos Seus caminhos e nos lembramos de que Ele mostra longanimidade para conosco – pois “Cristo morreu em nosso favor quando éramos pecadores” (Rm 5:8, NVI).
Mark Henry | Phillipsburgh, EUA
Poderíamos pensar que a paciência é para certos tipos de pessoas – talvez os pobres, porque eles já se acostumaram a sua condição e, portanto, sabem “esperar no Senhor”; ou para pessoas com doenças crônicas ou terminais. Entendemos os desafios de saúde de pessoas que estão sofrendo enquanto a família suporta tudo com tolerância e resignação? Já ouvi pessoas dizerem jocosamente: “A paciência é uma virtude, mas em demasia é prejudicial.” Fico pensando se alguns de nós que têm essa opinião não ficam frustrados com os outros e até consigo mesmos. Ou podemos dizer como Jó: “Embora Ele me mate, ainda assim esperarei nEle” (Jó 13:15, NVI)? Cremos realmente que “Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que O amam, dos que foram chamados de acordo com o Seu propósito” (Rm 8:28, NVI) e que podemos confiar que Ele fará o certo (Jó 38-42)? Por que questionamos a Deus quando pessoas boas sofrem, quando pais abusam dos filhos, quando um carro cheio de jovens promissores se acidenta e todos os ocupantes morrem? Será que a resposta não é simplesmente que vivemos num mundo amaldiçoado pelo pecado? Contudo, de alguma forma, no próprio momento em que perguntamos “Por quê?” parece que é preciso uma resposta maior e mais profunda. Nem sempre sabemos por que precisamos enfrentar grandes problemas e desafios na vida. Não entendemos por que tsunamis, furacões e tufões devastam cidades e países, deixando famílias sem lar e arrasadas. Podemos, contudo, viver com a certeza do contínuo cuidado e preocupação de Deus por nós como indivíduos. Podemos ler a Bíblia, que contém tantos exemplos e lições para nos ajudar a compreender a compaixão de Deus.
Carl Henry | Biloxi, EUA Artigos Relacionados: |








