| Lição - 2010-04-17 - 2010-0424 - A Água da Vida |
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| Sáb, 17 de Abril de 2010 14:00 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||
Prévia da semana: O uso apropriado da água é crítico para a saúde, tanto para a vida física quanto, em suas aplicações espirituais, para a vida eterna. Leitura adicional: O Desejado de Todas as Nações, p. 183-195
“Água, água por toda parte, mas nenhuma gota para beber.” Estes versos, do poema de Samuel Taylor Coleridge, A Balada do Velho Marinheiro, transmitem o desejo e a profunda necessidade da água para manutenção da vida. A água parece uma coisa tão simples. Água fresca e clara não tem calorias e frequentemente não tem gosto. Geralmente a consideramos algo comum e não a consumimos em quantidade suficiente. No momento em que não podemos ter acesso a ela, contudo, nossa mente não consegue pensar em nada mais senão em beber um grande copo de água. Nosso corpo é composto de 70% de água. Ele pode sobreviver entre 50 e 80 dias sem alimento mas, em média, somente 3 dias sem água. Logo vem a desidratação e começamos a experimentar todos os tipos de aberrações físicas quando não consumimos água. Ao longo da Bíblia, numerosas histórias e referências falam sobre a água. Às vezes, ela é usada como agente purificador (Noé e o Dilúvio). Em outra ocasião, Deus proveu água para um profeta fugitivo (Elias e o Ribeiro de Querite). Deus usou a água do Nilo para enviar uma mensagem ao teimoso faraó. Jesus transformou água comum no mais saboroso vinho servido numa festa de casamento. A mulher samaritana foi confrontada a respeito de sua necessidade de água viva junto a um poço que era a fonte diária de água para toda uma aldeia. Foi ali que Jesus prometeu fornecer água que impediria Seus seguidores de voltar a ter sede. O Criador poderia ter escolhido um componente físico diferente para este mundo. Em vez disso, escolheu cobrir 72% do mundo com água. Cristo disse à mulher junto ao poço que, mesmo com toda essa água, ainda teríamos sede se não tivéssemos acesso diário à Água Viva. Com que frequência você bebe água sem pensar sobre a Água Viva e sobre o que ela significa para você diariamente? Durante esta semana examinaremos histórias relacionadas à água na Bíblia, e suas implicações para nossa vida hoje. Lembre-se da sensação da água no tanque batismal quando você foi lavado de seus pecados. Reflita em quão seca e árida seria sua vida sem a Água Viva que lhe é fornecida porque você se tornou um seguidor de Cristo.
Deena Bartel-Wagner | Spencerport, EUA
Jerusalém foi construída sobre uma colina de calcário duro. Debaixo da colina de calcário estão cavernas cavadas pela água subterrânea que fluía da Fonte de Gion. Essa fonte era a única água da cidade. Ela é mencionada várias vezes na Bíblia, inclusive durante a unção de Salomão como rei de Israel (1Rs 1:45). Em hebraico, o nome Gion significa “jorrar”. A Fonte de Gion não tinha um fluxo constante de água. Sua produção de água era afetada pela estação do ano e pela quantidade anual de chuva. A fonte era alimentada por água subterrânea que se acumulava nas cavernas subterrâneas. Quando a área estava cheia, a água transbordava e subia em sifão até a superfície de maneira a formar um tanque. A água fluía da caverna para o Vale de Cedron, onde as lavouras eram regadas com a água da fonte. A Bíblia fala dessa área como o “Jardim do Rei” (2Rs 25:4; Ne 3:15). Porque a Fonte de Gion fica fora da cidade de Jerusalém, se ocorresse um ataque à cidade, seu suprimento de água ficaria ameaçado. Os habitantes de Jerusalém usavam um sistema aquático subterrâneo natural, que hoje é conhecido como “Poço de Warren”, porque foi descoberto por C. Warren, em 1867 durante explorações arqueológicas.* Esse poço permitia que uma pessoa fosse subterraneamente à Fonte de Gion e tirasse água dela utilizando um recipiente amarrado a uma corda, sem ter que sair dos muros protetores da cidade. A água da Fonte de Gion também fluía pelo Túnel de Ezequias até o Tanque de Siloé. Foi a esse tanque que Jesus enviou o cego para ser curado (Jo 9:1-12). O Túnel de Ezequias foi construído durante o reinado do rei Ezequias e é mencionado em 2 Reis 20:20 e 2 Crônicas 32:30. O exército assírio apresentou a ameaça de invasão, e assim o túnel, bem como as fortificações, foram construídos. Com essas modificações, o Tanque de Siloé ficou subsequentemente localizado dentro dos muros de Jerusalém. * As informações históricas para este artigo foram extraídas da Biblioteca Virtual Judaica, uma divisão da Cooperativa Américo-Israelense de Empreendimentos.
Jordan Wagner | Spencerport, EUA
“Água, água por toda parte” (Jo 4:14). A água está tão presente em toda parte que quase parece sem sentido falar sobre ela. Com certeza, todo mundo sabe o que é a água e o que ela faz. As únicas pessoas que precisam estudá-la são os químicos que desejam compreender a construção, aplicação e função das minúsculas partículas nas quais se dividem as menores partes da água. No outro lado do espectro, seria ótimo compreender as profundidades das mais profundas fossas oceânicas, e saber como peixes que emitem luz podem viver ali. Mas quando as pessoas inteligentes que estudam essas coisas as compreenderem, elas nos informarão no noticiário, certo? Presumindo que Deus fez a água junto com tudo o mais que Ele criou, por que ela é o artigo mais abundante e reconhecível da Terra (pelo menos vista do espaço)? E por que gastamos tanto tempo e dinheiro procurando por ela em lugares como Marte? As pessoas inteligentes mencionadas acima nos dizem que ela é a substância mais fundamental para a existência da vida. Afinal de contas, Deus podia ter feito as coisas do jeito que quisesse, de acordo com qualquer conjunto de leis naturais que desejasse instituir. Não existem coincidências no universo de Deus. Portanto, o que Jesus queria dizer quando falou à mulher junto ao poço: “Mas quem beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que Eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna” (Jo 4:14, NVI)? Obviamente, a mulher tinha vivido por algum tempo sem jamais ter provado a água que Jesus estava oferecendo. Havia se casado cinco vezes sem a água de Jesus. Talvez isso, em si, seja uma pista para nossa busca quanto ao porquê de devermos nos importar com a água. O duplo significado da água (Gn 2:10-14). A água é tanto física como espiritual (simbólica). Nós a usamos para nos manter limpos. Fazer isso não só nos ajuda a ter melhor aparência e a ser mais socialmente aceitáveis, mas também a evitar doenças. Podemos literalmente remover, pela água, o que nos causa doença, ou poderia nos causar. Internamente, ao mantermos o corpo hidratado, nossos órgãos podem reunir, filtrar e eliminar corpos estranhos microscópicos que são perigosos, e células mortas. A água espiritual nos purifica dos efeitos eternamente mortais do pecado. Uma pessoa ligada à Fonte dessa água é conservada limpa pela constante renovação da obra purificadora do Espírito Santo. Quando a passagem de Gênesis 2:10-14 fala do rio que saía do Éden, fala também dos quatros rios que nasciam dessa fonte proveniente da terra sem pecado. Da mesma forma que os quatro ventos representam lutas em todos os cantos do mundo, esses quatro rios poderiam representar a saúde e a purificação espiritual indo para todos os cantos do mundo. Ainda hoje há na Índia rios que, segundo se crê, vieram dos deuses; esses rios “absolvem um homem de todos os seus pecados, e o tornam puro, só de ele contemplá-los”.* Essas crenças vêm da antiga literatura indiana. Não é inconcebível que tenham se inspirado originariamente no relato bíblico de Gênesis 2. A verdadeira fonte da água (Jo 4:12; 1Co 10:4). Jesus é a fonte dessa água viva (Jo 4:12; 1Co 10:4). “[A] oração levará perante o Senhor dos exércitos os ferimentos de Jesus, e então, de novo fluirá o sangue doador de vida, simbolizado pelo fluir da água viva para Israel” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 411). Em toda parte que virmos água – nos mares e rios, no vapor da atmosfera, e até dentro das membranas das células de nosso corpo – devemos nos lembrar de que a graça salvadora e curativa de Jesus está ali, pronta a nos curar do pecado e das doenças que ele cria em nós. Não podemos ser separados da água e continuar vivos. Não podemos ser separados da graça de Jesus e continuar vivos espiritualmente. Eram essas lições que o batismo de água tinha o objetivo de ensinar. A sepultura de água de Romanos 6:1-6 tem o poder físico de matar; mas traz em si a promessa de cura para a vida eterna. Essa é a natureza todo-abrangente da água. Não se levando em conta a conveniência disso, pressupõe-se que uma pessoa que esteja sendo batizada se molhe. Assim, o entrelaçamento dos aspectos físicos e espirituais da água são ensinados por Deus ao Ele torná-la um dos elementos indispensáveis da boa saúde – água por dentro, e água por fora. O poder da promessa de Jesus em João 14 é visto quando Ele fala do relacionamento entre Ele mesmo, o Pai e o Espírito Santo. Os limites fluidos de cada um tornam quase impossível saber onde um termina e o outro começa. No verso 17, Jesus prometeu o Espírito que “vive com vocês e estará em vocês” (NVI). Jesus não deseja simplesmente estar conosco, mas em toda célula de nosso ser. Ele anseia ser o artigo que está em toda parte e é visto acima de tudo, quer outros olhem para nós apenas de passagem ou nos estudem detalhadamente para determinar a fonte e a função de nossa ambição na vida. Nosso relacionamento com Ele deve ser tão entrelaçado que não haja diferença entre nós e Ele. Então, Ele diz: “Porque Eu vivo, vocês também viverão” (Jo 14:19, NVI). Você tem água aí? * Saranathan. Holy Rivers in India. http://pulivahanan.wetpaint.com/page/Holy+rivers+in+India ?t=anon (acessado em 8 de fevereiro de 2009).
Gary Wagner | Spencerport, EUA
Uma das provisões que Deus fez para os seres humanos quando criou a Terra foi fornecer água em abundância. Ele planejou que precisássemos dela tanto dentro de nosso corpo quanto fora dele. Sem ela, não podemos subsistir por muito tempo. Como cristãos, precisamos diariamente da água viva que o estudo da Bíblia e a oração trazem à nossa vida. “Na saúde e na doença, a água pura é uma das mais excelentes bênçãos do Céu. Foi a bebida provida por Deus para saciar a sede de homens e animais. ... “A água refrigerante, borbulhando na terra ressequida e estéril, fazendo com que o deserto floresça, e fluindo para dar vida aos que perecem, é um emblema da graça divina que apenas Cristo pode conferir, e é como água viva, purificando, refrigerando a alma” (Ellen G. White, Minha Consagração Hoje [MM 1989], p. 139). “Aquele que busca matar a sede nas fontes deste mundo, beberá apenas para tornar a ter sede. Por toda parte os homens estão descontentes. Anseiam qualquer coisa que lhes supra a necessidade da alma. Unicamente Um lhes pode satisfazer essa necessidade. O que o mundo necessita é ‘o Desejado de todas as nações’, é Cristo. ... “Jesus não queria dar a ideia de que um único gole da água da vida bastasse ao que a recebe. O que experimenta o amor de Cristo, desejará continuamente mais; mas não busca nenhuma outra coisa. As riquezas, honras e prazeres do mundo, não o atraem. O contínuo grito de seu coração, é: ‘Mais de Ti’. E Aquele que revela à pessoa suas necessidades, está à espera, para lhe saciar a fome e a sede” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 187). Temos a segurança de que, diariamente participando da Água Viva, nos tornaremos, nós mesmos, como fontes, partilhando com outros o necessário refrigério. “Aquele que bebe da água viva, faz-se fonte de vida. O depositário torna-se doador. A graça de Cristo no coração é uma vertente no deserto, fluindo para refrigério de todos, e tornando os que estão prestes a perecer, ansiosos de beber da água da vida” (Ibid., p. 195).
Ashley Trecartim | Loma Linda, EUA
Se você parar de beber água só por um dia, já é suficiente para ter dores de cabeça e acessos de tontura. Se continuar a não beber água, a circulação do sangue para seus órgãos vitais ficará cada vez menos eficiente e suas funções mentais serão prejudicadas. O que aconteceria se um cristão parasse de beber da água da vida que Jesus oferece? Os meios de comunicação relatam histórias de sobrevivência de pessoas que se perderam na mata, quer numa caminhada comum ou numa longa caminhada. Qualquer que seja seu nível de experiência, elas acabam ficando sem água e recorrem a águas poluídas a fim de sobreviver. Então, mais tarde ficam doentes. Se não forem encontradas, morrem. Se aplicássemos esse cenário a um cristão perdido no mundo sem água espiritual, o resultado seria muito semelhante. Você percebe que está perdido. Fica com medo e desesperado, buscando beber qualquer coisa, só para sobreviver. Concentrando-se na necessidade instintiva de curto prazo em vez de nos princípios bíblicos, você bebe “água poluída” das fontes mundanas. Se você permanecer nessa situação, certamente morrerá espiritualmente! Então, como você deve evitar essa situação? Esteja preparado para cada dia. Jesus diz: “Para cada dia bastam as suas próprias dificuldades” (Mt 6:34). Se não bebermos água espiritual suficiente, vamos ficar como alguém perdido na selva sem água. Portanto, “estejam alertas e fiquem vigiando porque o inimigo de vocês, o Diabo, anda por aí como um leão que ruge, procurando alguém para devorar” (1Pe 5:8). Ao sair para enfrentar cada dia, esteja preparado. Não saia de casa sem beber a água espiritual. E quando sair, leve um pouco com você, porque pode ser que você perca o caminho. Lembre-se: até pessoas experientes podem se perder numa trilha. Previna-se. Paulo nos aconselha: “Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef 6:11, NVI). Beba diariamente e com frequência da água da vida que só Jesus pode dar. É assim que você pode ter dentro de si uma “fonte de água a jorrar para a vida eterna” (Jo 4:14). Lembre-se dos sintomas da desidratação espiritual: andar a esmo sem um propósito; sentir-se ansioso e sem esperança; não ver (aparentemente) saída para a tentação; envolver-se em atividades mundanas; resistir ao conselho espiritual.
Jason Hammel | Rochester, EUA
Jesus reconhece as necessidades físicas que temos. Seu ministério terrestre foi repleto de milagres que satisfaziam essas necessidades. Ele curou muitas doenças debilitantes e proveu alimento e água para multidões. A outra parte de Sua missão, contudo, foi ainda mais importante: ofereceu a Água Viva também. Ele vê que o conhecimento espiritual e a salvação são ainda mais importantes que as necessidades físicas de Seu povo. Contudo, não ignora nenhuma dessas duas facetas de nossa vida. Quando amamos a Deus e temos um relacionamento com Ele, desejamos e precisamos partilhar isso com outras pessoas. Porque sabemos que nosso valor se encontra nos olhos de Deus, devíamos saber que todos os outros homens e mulheres são valiosos também. Todas as pessoas, não importa como estejam vestidas ou onde estejam, são de supremo valor para o Criador. Temos o conhecimento que pode salvar vidas, tão certamente como qualquer super-homem mítico que pode levantar um edifício que está caindo, ou como qualquer negociador habilidoso que tira os reféns de uma situação hostil. O destino da raça humana é a morte certa. A resposta salvífica a esse problema é aceitar Jesus como Senhor de nossa vida e nosso coração. Quando o fazemos, nos tornamos qualificados para levar outros a Cristo. É suficiente distribuir sopas em abrigos para moradores de rua ou enviar donativos que comprarão comida para pessoas famintas? É claro que Cristo deseja que cuidemos dos infortúnios de nossos companheiros humanos. Não fomos chamados para viver numa bolha. Cristo equilibrou Seu ministério satisfazendo tanto as necessidades físicas quanto as espirituais daqueles que encontrava. Pregar um longo sermão para uma pessoa que está morrendo de fome provavelmente não vai alcançar bom resultado. Precisamos ajudar a outros, como Cristo fez. Precisamos amá-los como Ele os ama. Primeiramente, mostre como é o amor de Cristo, depois fale sobre esse amor, e sobre onde e como consegui-lo.
Carrie Purkeypile | Sacramento, EUA Artigos Relacionados: |








