| Lição - 2010-04-24 - 2010-05-01 - O Meio Ambiente |
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| Escrito por Administrator | ||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Sáb, 24 de Abril de 2010 14:00 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||
Prévia da semana: O ambiente, como Deus o fez, tem promotores naturais de saúde e felicidade que precisamos usar, promover e proteger.
Ela chegou às praias do Alaska. A garrafa verde de refrigerante do acampante que talvez tenha sido jogada na praia de La Jolla, na Califórnia, junto com uma pilha maior de lixo vinda da Ilha de Saint Lawrence, que fica no norte do Mar de Bering. O Alaska e outras regiões do norte são vulneráveis à poluição vinda de lugares distantes. Hoje em dia, cada vez mais pessoas atiram o lixo em qualquer parte, sem pensar no dano que isso causa ao meio ambiente. Quando lhe contei sobre a garrafa, uma de minhas colegas de quarto disse: “Tenho pena dos ursos polares.” E todos nós deveríamos sentir o mesmo. Os animais sofrem com nossos hábitos descuidados. Contudo, apesar de todos esses maus-tratos ao meio ambiente, a Terra ainda precisa satisfazer as necessidades naturais de todos. O uso descuidado dos recursos da Terra certamente é um tiro que vai sair pela culatra. Os cientistas estão predizendo falta de água e comida num futuro próximo. Eles dizem que devemos tomar banhos mais curtos, comprar menos comida e conservar os recursos naturais, reciclando mais e dirigindo menos. Numa palestra feita na Universidade Andrews, o conservacionista Dr. Matthew Sleeth observou que as pessoas comuns poderiam cortar pela metade os gastos com combustível, se deixassem o carro na garagem duas vezes mais do que o fazem. Esse tipo de conservação poderia não só reduzir a poluição, mas ajudar a propagar recursos naturais para outros países necessitados. A Terra tem muitas maravilhas: o Grand Canyon, a Grande Barreira de Corais (ou Great Barrier Reef) na Austrália, e até o aparentemente interminável Deserto do Saara. Não seria trágico se todas essas maravilhas fossem arruinadas pelo lixo, maculando o puro brilho da criação de Deus? Ele criou a Terra para que a amássemos e cuidássemos dela. Como Seus filhos, temos a responsabilidade de cuidar do precioso dom que Ele deixou para nós. Assumo a responsabilidade, não só de ser boa cidadã, mas de fazer minha parte, reciclando o lixo e mantendo limpa a área em que moro. O Salmo 24:1 declara que a Terra pertence ao Senhor. Portanto, por que não desejaríamos cuidar dela? Devemos assumir o compromisso de administrar o mundo de Deus e os tesouros que ele contém, porque Ele nos colocou como mordomos sobre tudo isso. Os ursos polares também merecem ter um lar. O meio ambiente é um dom de Deus para nós, portanto, é responsabilidade nossa proteger esse dom até que Ele volte. Essa responsabilidade constitui o assunto da lição desta semana.
Emily Helen Adams | Valley Center, EUA
Criação idílica (Gn 1:1-2:7; Mc 2:27, 28; 3:4). “Era a Terra sem forma e vazia; trevas cobriam a face do abismo, e o Espírito de Deus Se movia sobre a face das águas. Disse Deus: ‘Haja luz’, e houve luz” (Gn 1:2, 3, NVI). Assim começou o milagre da criação de Deus. Aqueles primeiros seis dias da história da Terra fornecem uma representação visual de Sua glória e amor. O salmista diz: “Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das Suas mãos” (Sl 19:1, NVI). Deus repetidamente parou para contemplar o que tinha criado e declarar “que ficou bom” (Gn 1:4, 10, 12, 18, 21, 25, 31, NVI). A Criação culminou com o sábado, o dia de comungar com Deus no mundo natural que Ele havia criado para os seres humanos. O sábado, como a Terra, foi criado para nosso benefício – uma forma de compreendermos melhor nosso Criador e Salvador. Deus planejou o repouso do sábado para toda a Sua criação, não só para os seres humanos (Êx 23:10-12). A relação entre as pessoas e a Terra (Gn 1:26, 28; 2:18-24; Mt 25:34-46). Gênesis descreve o relacionamento de Adão e Eva com o resto da criação no capítulo 2: “O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo” (verso 15, NVI). A palavra hebraica mishmar significa “lealdade”, “dever” ou “encargo” (Nm 18:3-5, 8, 9). Mishmar tem a mesma raiz da palavra usada em Números 18 onde Deus descreve o cuidado que os levitas devem ter com o Seu santuário. Aqui Deus os lembra de que essa responsabilidade é um dom precioso, exatamente como o dom anterior concedido a Adão de cuidar da Terra. A mesma responsabilidade e privilégio de cuidadosa superintendência da Terra ainda existe para nós hoje. A Terra é do Senhor (Sl 24:1), mas Deus nos deu a incrível responsabilidade de cuidar dela (Sl 8:6-8). Nosso relacionamento com a Terra é explicado de maneira mais detalhada em versos que discutem a mordomia (administração da vida). Jesus falou sobre essa ideia em várias parábolas. Em Mateus 25:14-30, Ele conta a história do homem que sai de viagem e que confia a seus servos sua propriedade. O servo que investiu sabiamente e protegeu os interesses do senhor foi recompensado com mais responsabilidades. Todos temos diferentes habilidades e recursos, e Deus indicou que devemos fazer o que pudermos para ser bons mordomos (administradores) dessas coisas, especialmente de Seu dom original para nós – a Terra (Lc 12:42-48). Na passagem de Mateus, Jesus ainda conta a história das ovelhas e dos bodes que serão separados com base em como cuidaram dos necessitados (Mt 25:34-46). Novamente, Jesus enfatiza a ideia da boa mordomia (administração) dos recursos que nos foram dados. A Terra de Deus maculada pelo pecado (Gn 3). Com a entrada do pecado, o ideal de Deus foi maculado. O egoísmo traz a tendência de usarmos a Terra sem levar em conta a preservação de nossos recursos. Quando Adão e Eva compreenderam que estavam nus, arrancaram folhas de figueira de uma árvore para fazer uma grosseira cobertura para o corpo (Gn 3:7). Mais tarde Deus realizou o primeiro sacrifício animal e usou as peles para criar roupas mais permanentes para eles (Gn 3:21). Assim, a morte foi um resultado imediato do pecado. Implicações adicionais do pecado aparecem na maldição que Deus pronunciou após a fatal decisão de Eva. Deus disse que o solo produziria espinhos e que os seres humanos somente poderiam comer dela “com sofrimento” (Gn 3:17-19, NVI). A relação simbiótica planejada por Deus foi prejudicada. O povo de Deus começou a usar mal a Terra. Muito mais tarde na história, os israelitas abusaram da terra que Deus lhes havia dado. Foi ignorada Sua ordem para que permitissem à terra um sábado de descanso a cada sete anos. Jeremias diz que essa foi uma das razões pelas quais os israelitas foram levados para o cativeiro (Jr 2:7). Quando os israelitas fossem levados cativos, a terra finalmente teria seu descanso sabático (2Cr 36:20, 21). Nossa exploração da terra não prejudica somente a ela; prejudica também a nós e a todos os habitantes do planeta. Agora, temos que nos preocupar com a exposição ao sol, com a névoa tóxica, com a água poluída, com os aditivos químicos nos alimentos, e com muitos outros problemas ambientais criados pelo homem e que ameaçam nossa saúde. A restauração. Enquanto vivemos na Terra, temos uma responsabilidade, como cristãos, de preservar a criação de Deus o máximo que pudermos. Embora saibamos que Jesus vai recriar a Terra quando voltar (Ap 21:1), não podemos usar isso como desculpa para ignorar nosso dever de cuidar da Terra agora. Na verdade, Deus deixou claro que virá um tempo em que Ele recompensará os que fizeram um bom trabalho, o que certamente inclui o cuidado do planeta (Sl 62:12). Ele também declara explicitamente que os que destroem a Terra serão punidos (Ap 11:18). Na Nova Terra, poderemos ver novamente a criação ideal de Deus, que nunca mais será maculada pelo pecado. Poderemos dizer com os serafins: “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos, a Terra inteira está cheia da Sua glória” (Is 6:3, NVI).
Christy Yingling | Berrien Springs, EUA
O que Deus queria dizer quando falou a Adão: “Encham e subjuguem a Terra”? (Gn 1:28)? É óbvio que Ele deseja que respeitemos toda a Sua criação, embora sejamos superiores a ela. Mas devemos dar à natureza precedência sobre nossas necessidades humanas? Quando Deus criou Adão, tornou-o o administrador de todo o planeta, e esperava que Adão o governasse sabiamente, conservando o que Ele havia criado para servir aos seres humanos. Contudo, após a Queda a situação mudou. Os seres humanos e a natureza começaram a competir um com o outro. A natureza experimentou suas primeiras perdas quando Adão e Eva “mataram” folhas de figueira para fazer roupas, e quando um animal foi morto para fazer vestimentas para o casal caído. As pessoas passaram a usar e manipular a natureza para sobreviver neste novo mundo infestado pelo pecado. Deus nunca fala contra essa prática. Na verdade, em Gênesis 6:14 Deus instruiu Seu fiel servo Noé a derrubar uma floresta virgem para construir a arca, a fim de que as pessoas pudessem sobreviver ao dilúvio mundial que viria. Mesmo quando a água baixou, foi dito a Noé que ele e sua família podiam sair e comer animais limpos, para que as pessoas não morressem. É evidente desses versos que se esperava que os seres humanos usassem a natureza para suas necessidades básicas e sua sobrevivência. Deus também instituiu o antigo sistema sacrifical hebreu, no qual o cordeiro sacrificado representava Jesus Cristo. Em muitas situações, como nos holocaustos (Lv 6), o animal inteiro era colocado no altar e queimado diante do Senhor. As pessoas tinham ordens de Deus para tirar a vida do animal para que pudessem compreender melhor o futuro sacrifício de Cristo. Precisamos sempre governar a natureza de maneira sábia, como Deus nos ordenou. Deus nunca nos deu permissão para abusar daquilo que Ele e Seu poder criador fizeram. Na verdade, Deus deixa claro que um dia destruirá os que destroem a Terra (Ap 11:18). Contudo, Ele nos concede permissão para usar os recursos que Ele nos deu, e deixa claro que devemos usá-los sabiamente.
Michael Riess | Berrien Spring, EUA
“Quando a Terra saiu das mãos de seu Criador, era extraordinariamente bela. Variada era a sua superfície, contendo montanhas, colinas e planícies, entrecortadas por majestosos rios e formosos lagos; as colinas e montanhas, entretanto, não eram abruptas nem escabrosas, com grande quantidade de tremendos despenhadeiros e medonhos abismos como hoje elas são; as arestas agudas e ásperas do pétreo arcabouço da Terra estavam sepultadas por sob o solo fértil, que por toda parte produzia um pujante crescimento de vegetação. Não havia asquerosos pântanos nem áridos desertos. Graciosos arbustos e delicadas flores saudavam a vista aonde quer que esta se volvesse. As elevações estavam coroadas de árvores mais majestosas do que qualquer que hoje exista. O ar incontaminado por miasmas perniciosos, era puro e saudável. A paisagem toda sobrepujava em beleza os terrenos ornamentados do mais soberbo palácio” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 44). “A natureza e a Revelação, ambas dão testemunho do amor de Deus. Nosso Pai celeste é a fonte de vida, de sabedoria e de felicidade. Contemplai as belas e maravilhosas obras da natureza. Considerai a sua admirável adaptação às necessidades e à felicidade, não só do homem, mas de todas as criaturas viventes. O sol e a chuva, que alegram e refrigeram a terra; as colinas, e mares e planícies – tudo nos fala do amor de quem tudo criou. É Deus quem supre as necessidades cotidianas de todas as Suas criaturas” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 9). “Em Seus ensinos da natureza falava Cristo das coisas que Suas próprias mãos haviam criado, e que possuíam qualidades e faculdades, que Ele mesmo lhes havia comunicado. Em Sua perfeição original, todas as coisas criadas eram a expressão do pensamento de Deus. Para Adão e Eva no seu lar paradisíaco, a natureza estava cheia do conhecimento de Deus, transbordante de instrução divina. A sabedoria falava aos olhos e era acolhida no coração; pois eles comungavam com Deus pelas obras criadas. Logo que o santo par transgrediu a Lei do Altíssimo, o resplendor da face de Deus desapareceu da face da natureza. A Terra está agora deformada e maculada pelo pecado. Mas, mesmo nesta condição, muito do que é belo permanece. As lições objetivas de Deus, não são obliteradas; quando bem compreendida, a natureza fala de seu Criador” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 18).
Stephanie Honrada | Berrien Springs, EUA
Durante os seis dias da Criação, Deus fez um presente especial para Adão e Eva e seus descendentes. Como devemos tratar esse presente? Eis aqui duas ideias: Não o deixe na beirada da mesa, onde pode ser derrubado e se quebrar. Precisamos considerar que o meio ambiente é tão precioso como nossa própria vida. Ambos são dons de Deus. Gênesis 1:26 deixa claro que, com esse presente, vem a responsabilidade de cuidar dele. Então, por que abusamos tão prontamente do presente de Deus para promover nossos próprios desejos? Temos danificado o ambiente e abusado dele há algumas centenas de anos. Temos destruído florestas inteiras. Estamos experimentando graves mudanças climáticas devido à destruição da camada de ozônio. E a maioria dos suprimentos de água está poluída. Contudo, persistimos em nossos próprios caminhos. Felizmente, há esperança. Se muitas pessoas fizessem pequenos ajustes – como baixar ligeiramente as temperaturas do sistema de aquecimento de ar durante o inverno, reciclar, desligar as luzes ao sair de um ambiente e usar vasilhas de louça em vez de descartáveis – poderíamos fazer diferença. Não o coloque numa prateleira alta para se empoeirar. Você já recebeu um presente que achou que nunca iria usar, e então o colocou numa prateleira alta, onde ainda está, esperando para ser vendido? Não devemos tratar a natureza dessa forma. Devemos apreciá-la e tratá-la bem. Deus nos deu um mundo incrível. Então, explore-o! Não há necessidade de gastar dinheiro viajando metade do mundo. Em vez disso, visite as trilhas naturais e os parques de sua cidade. Mesmo que você seja um estudante ocupado a caminho do refeitório, tente ir pelo caminho em que pode ver mais paisagens. Uma das melhores maneiras de apreciar a natureza é no sábado à tarde. Convide alguns amigos para dar uma volta até o rio, ou qualquer outro lugar agradável que houver por perto. Observe as estrelas após o pôr do sol. Vá à praia e sinta a areia sob seus pés. Veja se consegue ter pelo menos um encontro com a natureza toda semana.
Raquel Molina | Berrien Springs, EUA
Quando Adão foi criado, Deus fez com que desse nome a todas as criaturas. Por que Ele fez isso? Por que simplesmente não escolheu Ele mesmo os nomes e disse a Adão quais eram? Creio que foi para que Adão tivesse respeito pessoal pelo meio ambiente. Ele não tinha nenhum medo dos animais terrestres nem se sentia ameaçado pelos pássaros porque eles eram seus companheiros. Isso foi antes do pecado, quando o mundo era perfeito. Não havia medo de aquecimento global nem desastres naturais. Sempre havia comida e bom tempo. Mas então tudo mudou. Quando o pecado encheu o mundo, não apenas os seres humanos foram afetados, mas também a terra que Deus nos deu. Em Gênesis 3:17, Deus diz a Adão que o solo fora amaldiçoado porque ele havia comido do fruto proibido, e que então, para o resto da vida, ele cultivaria seus alimentos com o suor do rosto. Por que a Terra e suas criaturas estavam sendo punidas pelos nossos atos? A Terra foi feita para ser desfrutada por nós, mas seus prazeres diminuíram como resultado do pecado. Em vez de ter frutos de árvores já formadas, Adão e Eva foram forçados a cultivar os alimentos para sua própria subsistência. As condições pioraram, e isso tornou mais difícil o cultivo do solo. Além disso, os animais que deviam ser para nosso deleite e companheirismo passaram a ser usados no trabalho agrícola e a ser mortos para servir de alimento. Isso não era parte do plano original de Deus para a Terra. O pecado afetou não só os recursos naturais da Terra, mas nossas atitudes para com eles. Somos suficientemente egoístas para desejar carros, que são grandes poluidores do ar e consumidores de energia; usamos sacolas plásticas para acomodar nossas compras porque somos preguiçosos demais para carregar sacolas reutilizáveis. Há tantas maneiras de evitar danos ao meio ambiente – mas não as colocamos em prática. Tratando o meio ambiente com respeito, estamos fazendo o que Deus desejava que fizéssemos desde o princípio. A Terra é dEle; não a enchamos com papéis de bala e latas de alumínio. O céu é dEle; não o enchamos com emissões poluentes. Olhe para a beleza que ainda resta no mundo e veja por si mesmo que vale a pena preservá-la.
Erin Johnson | Berrien Springs, EUA Artigos Relacionados: |








