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Decretos, leis e liberdade (Lv 18:5; Rm 8:1-4; Gl 3:21-25). Levítico 18:5 declara que Deus tem um mandato para que Seu povo siga. Predominantemente, esse mandato envolve as fronteiras que Deus gostaria que eles seguissem em relação à sexualidade. Por exemplo, “Ninguém poderá se aproximar de uma parenta próxima para se envolver sexualmente com ela. Eu sou o Senhor” (verso 6). Por que Deus declarou tão claramente as regras que Ele gostaria que Seu povo adotasse? Porque obedecer Suas leis ajuda a viver uma vida melhor. “Obedeçam aos Meus decretos e ordenanças, pois o homem que os praticar viverá” (Lv 18:5).
Isaque reconheceu a obediência em seu pai Abraão e apreciou os benefícios dessa obediência. Deus disse a Isaque: “Tornarei seus descendentes tão numerosos como as estrelas do céu e lhes darei todas estas terras; e por meio da sua descendência todos os povos da Terra serão abençoados.” Por que isso? “Porque Abraão Me obedeceu e guardou Meus preceitos, Meus mandamentos, Meus decretos e Minhas leis” (Gn 26:4, 5).
Paulo nos diz que “a Lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé” (Gl 3:24). Que incrível mudança! Ter sido achado culpado pela lei e condenado à morte para ser feito livre pela fé em Cristo.
Você pode questionar, então, se realmente precisa obedecer à lei. Paulo diz:
“A Lei é santa, e o mandamento é santo, justo e bom” (Rm 7:12). Além disto, Jesus disse aos discípulos “Se alguém Me ama, obedecerá à Minha palavra. Meu Pai o amará” (Jo 14:23). Não podemos fugir desses textos. A lei de Deus é quem Ele é. A Sua lei descreve Seu caráter; e Ele nos pede que respondamos com amor. Os discípulos tiveram a oportunidade de responder a Jesus face a face, como Pedro na praia quando Jesus lhe perguntou por três vezes: “Pedro, você me ama?” Jesus está nos perguntando a mesma coisa (veja João 21:15-17).
Não pense nem por um segundo, contudo, que o preço pago é insignificante. É-nos dito que o preço é o Filho de Deus, Jesus Cristo. O preço foi, com certeza, o maior que já foi e que será pago. Como pecadores, merecemos morrer a morte eterna. Na realidade, precisamos morrer. Jesus, contudo, tomou nossos pecados sobre Si. E “para parafrasear uma verdade teológica antiga: Jesus veio como somos para que nos tornemos como Ele é.”1
Vantagem judaica? (Rm 3:1, 2, 9-19). Paulo fala a respeito dos judeus terem uma vantagem sobre os outros. Que vantagem é essa? Em Romanos 3:2, ele diz que “aos judeus foram confiadas as palavras de Deus”. Posteriormente ele termina a lista de vantagens com o seguinte: adoção, glória divina, aliança, lei, adoração no templo, promessas a respeito do Messias e Seu reino (Rm 9:4, 5). Por todas estas razões os judeus tinham uma vantagem. Note, contudo, que todas essas vantagens estão relacionadas com a história da salvação e não com a salvação propriamente.2
Ter vivido a história da salvação já é, certamente, uma honra, mas a salvação por si só não vem de tais experiências e honra. Paulo relembra aos seus leitores que judeus e gentios são todos iguais sob o pecado. Ele dá um destaque muito expressivo explicando porque as coisas são assim. Cada pessoa é exclusivamente silenciada por esse esquema e verdadeiramente responsável para com Deus. “Não há nenhum justo, nem um sequer” (Rm 3:10).
Acima de todas as divisões (1Co 9:19, 20). Em 1 Coríntios 9:20 há ênfase na dedicação que Paulo tinha para com seu povo. Lembre-se de que Paulo foi uma vez um ousado judeu legalista que perseguiu novos cristãos. Aqui, contudo, ele declarou sua dedicação para salvar os judeus e todos aqueles que estavam “debaixo da lei”. Alguns exemplos da dedicação de Paulo incluem a ocasião em que ele circuncidou Timóteo porque os judeus locais sabiam que o pai de Timóteo era grego. Isso foi essencial para que eles pudessem construir pontes até o coração daquela comunidade judaica (At 16:3).
Em outra ocasião, Paulo pagou as despesas de quatro homens para que cortassem seus cabelos cortados ao ele se unir a eles em ritos de purificação. “A única maneira pela qual ele poderia conseguir a aprovação judaica... seria mostrar que ele era fiel [à lei].”3
Por último, Paulo, que também foi um apóstolo para os gentios, declara que gostaria de ver os judeus cheios de inveja dos gentios, assim eles também desejariam a salvação que os gentios estavam experimentando (Rm 11:14). 1. Douglas J. Moo, Encountering the Book of Romans [Deparando-se com o Livro de Romanos] (Grand Rapids, Mich.: Baker Academic, 2002), p. 133. 2. Ibid., p. 75. 3. The Seventh-day Adventist Bible Commentary, v. 6. 1ª ed., p. 405.
Pense nisto
1. Qual é a diferença entre a lei e entre Cristo estar supervisionando você? 2. O que nos ensina o método de Paulo de compartilhar o evangelho? Como você pode aplicar os métodos dele na parte do mundo em que você vive?
Mãos à Bíblia
2. Paulo disse que os judeus estavam “guardados debaixo da lei”, antes da vinda de Cristo. O que ele quis dizer com a expressão “debaixo da lei”? Compare Gl 3:22, 23 com Rm 6:14, 15; 1Co 9:20; Gl 4:4, 5, 21; 5:18 Os adversários na Galácia estavam tentando obter, por meio da obediência à lei, a justiça doadora de vida. Desejando ficar debaixo da lei, os Gálatas estavam realmente rejeitando Cristo (Gl 5:2-4). Pelo fato de que a lei não pode expiar o pecado, a transgressão de suas demandas, em última análise, resulta em condenação. Esta é a condição em que todos os seres humanos se encontram. A lei funciona como um carcereiro, prendendo todos os que a transgridem e trazem sobre si mesmos a sentença de morte. Tim Shelton – Sydney, Austrália
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