| Julgamento e graça – trabalhando juntos |
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| Escrito por Administrator |
| Seg, 23 de Janeiro de 2012 22:00 |
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No princípio (Gênesis 3, 6). Encontramos exemplos de graça e juízo logo após Deus ter criado o mundo. Adão e Eva desobedeceram a Deus quando comeram do fruto da árvore da qual Ele lhes havia dito que mantivessem distância. Caim ofereceu um sacrifício incorreto a Deus, teve ciúme de seu irmão que oferecera o sacrifício aceitável e o matou. Na época de Noé, a terra estava tão cheia de pecado, que Deus disse a Noé que destruiria o mundo e que ele deveria construir uma arca para salvar sua família e uma amostra dos animais que Ele criara. Mesmo após esse evento, o pecado retornou com tamanha vingança que Deus viu a necessidade de destruir duas cidades – Sodoma e Gomorra. Em todos estes casos, vemos um padrão: 1. Alguém comete pecado. 2. Deus pronuncia juízo sobre o pecador. 3. Deus oferece graça ao pecador.¹ Vamos analisar esse padrão à luz da situação de Adão e Eva: 1. Eles decidiram pecar quando comeram da árvore do conhecimento do bem e do mal. Deus os havia instruído a permanecer longe daquela árvore (Gn 3:6). 2 e 3. Então, Deus pronunciou um juízo sobre ambos (Gn 3:16-19), um julgamento que revela a graça de Deus porque “era ao mesmo tempo de caráter de reparação e restrição.”² Deus até mesmo demonstrou graça quando, logo depois que eles caíram em pecado, perguntou: “Onde estão vocês?”. “Esse chamado não deve ser considerado uma condenação mas um convite a voltar a Deus e fugir de Satanás e do cativeiro do pecado que ele trouxe ao mundo. [Aqui] o Criador Se apresenta como Salvador com um chamado que oferece graça.”³ Jesus nos perdoa (João 3:16-21). Deus enviou Seu Filho para morrer a morte eterna que nós deveríamos sofrer por causa de nossos pecados. Quando aceitamos o sacrifício de Jesus em nosso favor, não mais somos declarados culpados diante do Pai. “Quem nEle crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus. Este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram as trevas, e não a luz, porque as suas obras eram más” (Jo 3:18, 19). É importante lembrar que o fato de recebermos a graça divina não nos dá permissão para continuar pecando. Se verdadeiramente aceitarmos a graça de Deus, o Espírito Santo habitará no coração e transformará nossa vida (Gl 5:16-23). Temendo o dia do Juízo? (Ec 12:14; 1Co 3:13; 2Co 5:10; 1Jo 4:17). Quantas vezes você tem visto julgamentos injustos nos jornais? Alguma vez você já ouviu sobre alguém que foi para a prisão injustamente? Mesmo na Bíblia temos o exemplo de José sendo julgado injustamente (Gn 39:1-21). O juízo humano é cegado por tantas coisas! Por isso, é importante não comparar o juízo humano com o de Deus. Muitas pessoas sentem medo quando pensam no juízo final de Deus, mas é porque elas pensam no juízo humano e não compreendem o juízo de Deus. Se você aceitou Cristo como seu Salvador e tem o Espírito Santo no coração, então não precisa temer o juízo. Você não deveria temer ser punido. Primeira João 4:17 nos assegura de que “no dia do juízo [temos] confiança, porque neste mundo somos como Ele” (1Jo 4:17). A mensagem do primeiro anjo (Ap 14:6, 7). Como podemos temer um Deus que vai nos julgar quando Ele é o mesmo Deus que desde o princípio tinha um plano para salvar as pessoas antes mesmo que se tornassem pecadores? Quão maravilhoso é poder crer num Deus que provê para nossas necessidades mesmo antes que as tenhamos! Em Apocalipse 14:6, 7, lemos a mensagem do primeiro anjo. É a mensagem do evangelho eterno. Aqui aprendemos novamente que a mensagem de Deus é para todos (Jo 3:16). E, mais uma vez, a mensagem é cheia de graça, pois “é acompanhada de um apelo e um aviso que revelam que o dia da salvação não passou. Os homens ainda podem se voltar a Deus e escapar da ira por vir.”4 Existem milhões de pessoas que ainda não conhecem sobre o evangelho. Muitos não estão prontos para o juízo final. Estamos compartilhando a graça de Deus quando contamos aos outros sobre Sua salvação da mesma forma como recebemos Sua graça quando primeiramente cremos. 1. Gerhard F. Hasel, “Divine Judgment”, Handbook of Seventh-day Adventist Theology, George Reid, editor geral (Hagerstown, MD.: Review and Herald©, 2000), p. 819. 2. Ibid., 3. Ibid. 4. The Seventh-day Adventist Bible Commentary, v. 7. 2a ed., p. 828. Mãos à Bíblia3. Que razão a Bíblia apresenta para a execução do juízo divino por meio do Dilúvio? Gn 6:5 A ideia de seres humanos tão maus que mereçam a morte e a destruição não deve ser tão difícil de entender, principalmente para nós, hoje, que vivemos neste mundo em que o mal se alastra. A visão cristã da pecaminosidade humana está constantemente sendo verificada. 4. Mesmo em meio à promessa de iminente juízo punitivo, como a graça de Deus foi revelada no relato do Dilúvio? Gn 6:14-22; 2Pe 2:5 Ao construir a arca, Noé estava dando ao mundo uma advertência sobre o juízo. O que está implícito, também, é que houve um período de graça, uma oportunidade para que o mundo se convertesse de seus maus caminhos e aceitasse a salvação de Deus. Ellen G. White escreveu que “se os antediluvianos tivessem acreditado na advertência, e se houvessem arrependido de suas más ações, o Senhor teria desviado Sua ira” (Patriarcas e Profetas, p. 97). Pense nisto1. Reveja o padrão do pecado, juízo e graça discutidos no início da lição de hoje. Como você vê este padrão na vida de Caim, na história do dilúvio e no caso de Sodoma e Gomorra? Como você o vê em sua própria vida? 2. Por que é impossível separar a graça de Deus de Seu juízo? Heber David Morán Zeledón – San Salvador, El Salvado Artigos Relacionados: |


Na Bíblia, graça e juízo estão ligados um ao outro. A lição de hoje explora essa ligação.